quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ela, apresenta-se.

De outro jeito não pode ser. Decidir quais sapatos usar, ou qual música ouvir. Meu Deus, decidir o que comer. Tudo era tão difícil. Tudo apresentava-se, sempre, tão confuso que Ela não encontrava energias suficientes para refletir. Talvez por pensar demais, ou pensar que pensava demais, atribuía às mais profundas questões ares superficiais, envolvidos por uma névoa de confusões.
Ela era precoce. Amou demais, cedo demais. Leu muito. Manifestou toda a sua curiosidade. E escreveu tanto, que hoje sua pena não compreende mais belas frases e palavras coerentes com todo o seu desejo de expor o que sente. Ela nem ao menos sabe o que sente.

2 comentários:

Carol disse...

Saudades dessa menina que encanta com o desabrochar de uma mulher...

Liese disse...

O texto está muito lindo. espelha a alma, desnuda seus sentimentos com uma franqueza e simplicidade que encanta.
Beijos, de sua amiga que vc ainda não conhece.