O menino segura em suas mãos uma bola
De longe, já posso vê-lo.
Momentos tão graciosos...
Bailarino que és, dança seu futuro
E comemora os doces suspiros
que por hora lhe são concedidos.
O menino lança as mãos para o céu.
É bola solta no ar
E quando, imensa e redonda, beija seus pés
Se abre em riso frouxo. Largo. Espontâneo.
Ansioso por conhecê-la por inteiro,
ele rapidamente a apanha e a toma em seu colo.
É quando percebe: há vida ali!
Tão perto de si...
Menino e bola dançam
E embora a princípio pareçam ouvir diferentes melodias,
já posso fitá-los em sintonia.
Há vida. E há também sintonia.
A bola, até aquele instante espelho de cor,
torna-se intensamente azul.
E o menino com sorriso nos olhos -
sabedor das alegrias por vir -
festeja o azul.
O maior que há no mundo!
Há vida aqui.
De dentro do menino vejo:
Há vida!
E ela é azul.
terça-feira, 13 de julho de 2010
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